

12:19
calor --'
blusa verde e short jeans rosa. ;}
descalça
nada
água
meu irmão está vendo desenho na tv ;s
nada
nele :/
saudades nada legais
offline no msn
jogando? oO
Crescer
Folheando meu diário esses dias, deparei-me com textos meus de alguns meses atrás. Relendo-os pude perceber o quanto eu mudei de lá para cá, como minhas opiniões se modificam constantemente, como os sentimentos de uma garota de dezessete anos podem estar à flor da pele, e como é possível tirar aprendizado de tudo isso. Ser adolescente não é nada fácil, mas hoje ao comparar meu coração com o que ele era antes, vejo-o mais forte e feliz. Feliz de verdade. Abaixo irei transcrever dois trechos retirados do meu diário em que a palavra feliz aparece em meio à tristeza de uma desilusão.
Eu percebi que, naquela situação, ele não estava se envolvendo o tanto quanto eu, então, com olhos em lágrimas, o deixei livre como um pássaro que está aprendendo a voar. E ele voou. Você deve estar pensando como eu lavei as mãos tão facilmente em relação à pessoa que amava com todas as forças de meu coração, não é mesmo? Simples. É preferível vê-lo longe e feliz, do que próximo demais e… Estranho. E se ele voltar, que é o que mais desejo, eu vou perceber que tudo não passou de uma paranoia minha. E isso será feliz!
Não se pode esperar nada de ninguém, eis a mais pura verdade. Talvez este seja o meu maior defeito: fantasiar demais. Eu crio cenas em minha cabeça e imagino como seria minha vida se eu mesma pudesse escrevê-la, e já que sou metida a escritora, certamente daria um final feliz para o que hoje só tem dor. É incrível a disparidade que existe em tudo. Ontem eu sorria, e neste exato minuto não consigo conter as lágrimas. Nada é concreto, essa chuva não para e eu só queria um pouco de sol para me bronzear e corar minhas têmporas. É triste, muito triste gostar de quem não gosta de mim.
Agora leio como se eu fosse uma telespectadora, como se isso jamais houvesse acontecido comigo, pois não sobrou nenhum resquício de dor. Nada melhor que o passar do tempo para que eu pudesse descobrir que o coração tem um poder enorme de renascer das cinzas, de se reconstruir, de ficar inteirinho de novo. Leve e feliz. Isso se chama CRESCER, ou melhor, AMADURECER.
Para ser bem sincera, eu sempre gostei de escrever em diários. Confidenciava meus segredos mais secretos àquelas folhas acolhedoras que serviam de amigo para mim. Um amigo de verdade, no qual eu contava desde pensamentos bobos até sentimentos conturbados de uma pré-adolescente. Eu nunca tive um amigo de verdade verdadeira, nunca tive alguém que eu pudesse passar horas fazendo relatos mais aprofundados sobre a minha vida, que fizesse um pacto de lealdade comigo e que prometesse ouvir-me, sem me criticar ou sair espalhando aos quatro ventos o que lhe dissesse. O problema era meus irmãos mais velhos, eu sempre tinha que driblá-los para manter meus escritos a salvo, eles adoravam ler o que eu escrevia, riam como se tudo aquilo fosse uma bobagem, o que no caso não era. Para mim era um tesouro, o meu tesouro, a minha vida. E eis que agora me bateu aquela vontade de voltar a escrever dessa maneira, só que será um pouquinho diferente, meu diário se chamará Palavras de menina, e será um lugar de desafabos e alegrias do qual escreverei de quando em quando. O bom disso tudo é que algumas pessoas que passam por aqui poderão acompanhá-lo, e me ajudar com uma palavra que eu esteja precisando ouvir, ou simplesmente calando. Muitas vezes eu preciso ficar em silêncio para manter as ideias sob controle e não acordar meu coração partido, ele tem sonho leve, então não é bom eu ficar lembrando coisas passadas que não são legais. Então, até mais.
Carinhosamente, Jeeh.